sexta-feira, 13 de julho de 2012

não há mal nenhum


não há mal nenhum
em querer demasiado

querer o possível
o atingível

querer
com as pontas dos dedos
com os pés no chão

querer
não mais o distante
mas o que vem à mão

pois quero
o sol
a lua
a chuva
o vento

a aquecer a casa a iluminar a escuridão a molhar o terreno a bater a porta

quero o eu perdido nesse querer
que mais se quer
e requer

quero de não querer
tanto querimento

por fim
quero na lágrima
o seu perdão

na despedida
a  sua mão

no até logo
a sua hesitação

afinal de contas
não há mal nenhum
em querer demasiado?